Eu nunca fui muito fã de conhecer pessoas pela internet, mas tenho uma amiga que tem esse hábito. De tanto ela me contar histórias ótimas sobre as desventuras dela, resolvi me enveredar nesse mundo de nerds.
No começo me faltou um pouco de paciência. Você entra num chat, começa a conversar com uma pessoa qualquer, aí surgem umas perguntas meio chatas ("como você é fisicamente?"), ou excessivamente abrangentes ("o que você gosta de fazer?"). É aí que perde a graça, eu clico no "fechar janela" e acaba a brincadeira.
Até que um dia eu comecei a conversar com um cidadão, e o papo rendeu. Descobri que ele morava a duas ruas da minha, parecia ser interessante, tinha um bom emprego e coisa e tal. Enfim, parecia uma pessoa normal. Mas cismou que queria me conhecer, e eu tenho um pouco de medo disso. Ficou meses nessa, e eu enrolando, fugindo. Até que um dia eu decidi dar o braço a torcer. Saímos, tomamos uns chopps, conversamos bastante... foi bem agradável, mas depois ele nunca mais deu as caras. Acredito que não tenha agradado muito. Também... caguei, porque não o achei nada demais.
Umas semanas depois, fui com uma amiga a um lugar que a gente não ia há um tempão. Chegando lá, dei de cara com ele (acabei me lembrando que ele já tinha dito que frequentava aquele lugar). Parei pra falar com ele, e minha amiga sumiu, dizendo que ia ao banheiro. Fiquei lá falando com o cidadão, e ela começou a me ligar do banheiro, mas eu não ouvia nada, porque a música estava muito alta. Quando ela voltou, me perguntou, no ouvido: "Esse aí é o fulano?", e eu confirmei, e perguntei de onde ela o conhecia. "Conheci na internet." Crise de riso monstra das duas, e o cara olhando, sem entender nada. Na verdade eles ainda não tinham se conhecido pessoalmente, só por fotos. Eu pergunto pra ele: "Você conhece ela? É a fulana." e ela fala "É, vc me ligou hoje, mais cedo, e eu não atendi." Pausa para a cara do sujeito, aquela cara de "putaquipariu, mifu". Quanto mais nós ríamos, menos ele acreditava que aquilo tava acontecendo. E ele falava que só tinha conhecido uma pessoa na internet!!! Tá, então ele só conheceu nós duas, até parece... o cara deve ficar de chat em chat conversando com todo mundo, nem teve ter uma vida social decente.
Depois dessa eu desisti de vez de conhecer gente no mundo virtual. Ele sumiu pra sempre, mas eu avisei que essa história apareceria por aqui. Ele me fez jurar que iria proteger a identidade real dele (deve ser pra nenhuma das outras 275 garotas que ele conheceu na internet se identificarem com a história). Minha amiga também pediu pra ter a identidade resguardada, mas ela foi por outros motivos.
sábado, 2 de maio de 2009
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Mais uma que só acontece comigo...
Não sou das pessoas mais vaidosas do mundo, mas há quase um ano surgiu uma manchinha discreta na minha testa, e eu comecei a ficar incomodada com ela. Como não via um dermatologista a pelo menos uns 200 anos, resolvi pedir indicação a uma amiga.
- O meu é ótimo, e o consultório dele fica bem pertinho da sua casa - ela disse, e me passou o endereço e telefone.
Liguei, e só consegui marcar uma consulta para quase dois meses depois, o que me fez pensar que ele deveria ser realmente muito bom. Após a consulta, fui comentar com minha amiga:
- Gostei muito do médico. Atencioso, me prescreveu uma pomada, e até me deu umas amostras grátis! Mas, vem cá... ele é meio viadinho, né não?
- Viadinho? Quê isso!!! Ele tem a maior fama de pegador!!! E eu acho ele uma graça!
- Ah, vai me desculpar, mas eu achei ele com um tremendo jeito de viadinho.
Prossegui o tratamento para a tal manchinha, que vinha diminuindo gradativamente. Compareci a mais umas duas ou três consultas. Ao marcar a visita seguinte, lembrei-me que vinha apresentando foliculite (inflamação do folículo piloso, que é o lugar onde nasce o pêlo) na região posterior da coxa, lá no alto, perto do... er... enfim. Pensei: "Não posso me esquecer de perguntar a respeito disso para o médico".
No dia da consulta, aguardei na sala de espera por mais de meia hora, como de costume, até que ele me chamou. Assim que eu entrei no consultório ele falou:
- Nossa! Você está mais bonita!
Na mesma hora eu pensei: "Ah, papinho de comadre... coisa de viadinho...". Durante a consulta, não me lembro agora como surgiu o assunto, ele mandou:
- Eu aposto que você é uns 10 anos mais nova que eu.
Imagina! Todo mundo sempre pensa que eu tenho menos idade, então eu rebati:
- Pois eu aposto que não.
- Quer valer um dinheiro? - ele disse. E eu concordei novamente.
Ele ficou olhando pra mim por alguns segundos, e falou:
- Olha, não vou apostar dinheiro com você. Vamos então apostar um chopp.
Eu fiquei sem saber o que dizer. Aquilo foi tão inesperado que eu acabei aceitando. Ele abriu o arquivo com os meus dados no computador, olhou minha data de nascimento, e se entregou:
- Pode escolher onde vai ser o chopp. Eu perdi.
A única coisa que eu fiz foi dar uma risadinha envergonhada. E, já muito constrangida, continuamos a consulta. Ele fez uma prescrição, pediu que eu retornasse dentro de dois meses e, quando eu ia saindo da sala, ele disse:
- Então eu tô de devendo um chopp, né?
Saí de lá roxa de vergonha, sem saber o que vai acontecer na próxima visita. E o pior: não tive nem coragem de mencionar a tal "foliculite", que continuou exatamente como estava. Agora estou usando uma pomada qualquer que meu irmão indicou. Ainda bem que está funcionando!
- O meu é ótimo, e o consultório dele fica bem pertinho da sua casa - ela disse, e me passou o endereço e telefone.
Liguei, e só consegui marcar uma consulta para quase dois meses depois, o que me fez pensar que ele deveria ser realmente muito bom. Após a consulta, fui comentar com minha amiga:
- Gostei muito do médico. Atencioso, me prescreveu uma pomada, e até me deu umas amostras grátis! Mas, vem cá... ele é meio viadinho, né não?
- Viadinho? Quê isso!!! Ele tem a maior fama de pegador!!! E eu acho ele uma graça!
- Ah, vai me desculpar, mas eu achei ele com um tremendo jeito de viadinho.
Prossegui o tratamento para a tal manchinha, que vinha diminuindo gradativamente. Compareci a mais umas duas ou três consultas. Ao marcar a visita seguinte, lembrei-me que vinha apresentando foliculite (inflamação do folículo piloso, que é o lugar onde nasce o pêlo) na região posterior da coxa, lá no alto, perto do... er... enfim. Pensei: "Não posso me esquecer de perguntar a respeito disso para o médico".
No dia da consulta, aguardei na sala de espera por mais de meia hora, como de costume, até que ele me chamou. Assim que eu entrei no consultório ele falou:
- Nossa! Você está mais bonita!
Na mesma hora eu pensei: "Ah, papinho de comadre... coisa de viadinho...". Durante a consulta, não me lembro agora como surgiu o assunto, ele mandou:
- Eu aposto que você é uns 10 anos mais nova que eu.
Imagina! Todo mundo sempre pensa que eu tenho menos idade, então eu rebati:
- Pois eu aposto que não.
- Quer valer um dinheiro? - ele disse. E eu concordei novamente.
Ele ficou olhando pra mim por alguns segundos, e falou:
- Olha, não vou apostar dinheiro com você. Vamos então apostar um chopp.
Eu fiquei sem saber o que dizer. Aquilo foi tão inesperado que eu acabei aceitando. Ele abriu o arquivo com os meus dados no computador, olhou minha data de nascimento, e se entregou:
- Pode escolher onde vai ser o chopp. Eu perdi.
A única coisa que eu fiz foi dar uma risadinha envergonhada. E, já muito constrangida, continuamos a consulta. Ele fez uma prescrição, pediu que eu retornasse dentro de dois meses e, quando eu ia saindo da sala, ele disse:
- Então eu tô de devendo um chopp, né?
Saí de lá roxa de vergonha, sem saber o que vai acontecer na próxima visita. E o pior: não tive nem coragem de mencionar a tal "foliculite", que continuou exatamente como estava. Agora estou usando uma pomada qualquer que meu irmão indicou. Ainda bem que está funcionando!
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Minha vida é uma piada...
Numa noite chata de sábado, nada pra fazer, nenhum filme interessante na TV... a salvação é a internet. Tento me conectar ao Velox, e nada. Ligo pro suporte técnico:
- Oi-Velox, boa noite, Alexandre. Com quem eu falo?
- Boa noite. Aqui é Marcella. Estou com problemas na minha conexão.
- Pois não, senhora Marcella. Qual é o erro apresentado?
Como sou uma idiota de internet, o pobre do rapaz levou alguns vários minutos para diagnorticar o meu problema. E vieram as instruções para solucioná-lo:
- Sra. Marcella, abra a janela tal... agora clique nesse botão... depois naquele...
Entre uma instrução e outra, ocorria um intervalo (até que eu entendesse o que era pra ser feito realmente) e um silêncio constrangedor ao telefone. Para minimizar o sofrimento do rapaz, que num sábado a noite tinha que aturar verdadeiras malas como eu, eu tentava ser simpática:
- Vocês funcionam em esquema de plantão? Como é escolhido quem trabalha nos finais de semana? Tem rodízio, ou algo assim?
Ao final da saga, tudo resolvido. Minha internet estava pronta pra me fazer companhia durante toda a madrugada.
- Então, sra. Marcella... mais alguma coisa em que posso ajudá-la?
- Não, obrigada e boa noite.
- A Velox agradece, tenha uma boa noite.
Coloco o telefone no gancho. Menos de 5 minutos depois, ele toca:
- Alô, Marcella? Aqui é o Alexandre, da Velox. Estou ligando do meu celular. Vou terminar o plantão daqui a meia hora, e queria saber se você não quer sair comigo...
Silêncio. Como assim??? Que cara de pau!!! Que invasão de privacidade!!!
- Olha, eu não quero sair com você. E me deixe em paz, senão eu te denuncio pra Velox e você perde o emprego!
Eu, heim!!!
Essa história é verídica. Só troquei o nome do sujeito, porque era muito esquisito e eu não me lembro mais.
- Oi-Velox, boa noite, Alexandre. Com quem eu falo?
- Boa noite. Aqui é Marcella. Estou com problemas na minha conexão.
- Pois não, senhora Marcella. Qual é o erro apresentado?
Como sou uma idiota de internet, o pobre do rapaz levou alguns vários minutos para diagnorticar o meu problema. E vieram as instruções para solucioná-lo:
- Sra. Marcella, abra a janela tal... agora clique nesse botão... depois naquele...
Entre uma instrução e outra, ocorria um intervalo (até que eu entendesse o que era pra ser feito realmente) e um silêncio constrangedor ao telefone. Para minimizar o sofrimento do rapaz, que num sábado a noite tinha que aturar verdadeiras malas como eu, eu tentava ser simpática:
- Vocês funcionam em esquema de plantão? Como é escolhido quem trabalha nos finais de semana? Tem rodízio, ou algo assim?
Ao final da saga, tudo resolvido. Minha internet estava pronta pra me fazer companhia durante toda a madrugada.
- Então, sra. Marcella... mais alguma coisa em que posso ajudá-la?
- Não, obrigada e boa noite.
- A Velox agradece, tenha uma boa noite.
Coloco o telefone no gancho. Menos de 5 minutos depois, ele toca:
- Alô, Marcella? Aqui é o Alexandre, da Velox. Estou ligando do meu celular. Vou terminar o plantão daqui a meia hora, e queria saber se você não quer sair comigo...
Silêncio. Como assim??? Que cara de pau!!! Que invasão de privacidade!!!
- Olha, eu não quero sair com você. E me deixe em paz, senão eu te denuncio pra Velox e você perde o emprego!
Eu, heim!!!
Essa história é verídica. Só troquei o nome do sujeito, porque era muito esquisito e eu não me lembro mais.
sexta-feira, 13 de abril de 2007
Mulherzinha de verdade
Isto é uma confissão: estou virando uma autêntica mulherzinha!!! Calma, calma... nunca vou chegar ao ponto de ficar histérica porque quebrei a unha ou sair correndo quando começa a chover, com medo de encolher os cabelos (mesmo porque, eles são lisos de verdade... não encolhem na chuva... hahaha!).
Lembram quando eu fiquei loira? Tudo começou aí. Tudo bem q a loirice só durou uns 4 meses, já estou morena de novo, e muito melhor, muito mais eu. Mas algumas mutações estranhas começaram a ocorrer...
Primeiro começaram a aparecer uns colares imensos na minha gaveta de bijous... daqueles compridos, com um penduricalho grandão. Atrás deles vieram brincos igualmente grandes: argolas, pingentes... minhas estrelinhas, pedrinhas e bolinhas se perderam no fundo da caixinha.
Depois foram meus all stars e minhas sapatilhas rasteiras, que começaram a se sentir sufocados pelas sandalinhas de salto. Coitadinhos, quase já não saem mais do armário...
Por fim vieram vestidos. Uns 3 ou 4 de uma vez só! Chegaram acompanhados de algumas saias, umas curtinhas e outras maiores. Uma loucura!!!
Os cabelos, agora escuros novamente, estou conseguindo deixar crescer. Me acostumando com maquiagem também. Um dia uso rímel e sombra, no outro uso corretivo e blush. Em breve vou conseguir usar todos eles juntos, mas aí tenho que acordar uma hora mais cedo, pra não me atrasar pro trabalho.
Mas, mulherzinha, mulherzinha mesmo, acho que eu nunca vou ser não... Mulherzinha é meiguinha, fragilzinha, fala mansinho, faz beicinho... E eu? Eu vou à luta, minha filha!!!
Lembram quando eu fiquei loira? Tudo começou aí. Tudo bem q a loirice só durou uns 4 meses, já estou morena de novo, e muito melhor, muito mais eu. Mas algumas mutações estranhas começaram a ocorrer...
Primeiro começaram a aparecer uns colares imensos na minha gaveta de bijous... daqueles compridos, com um penduricalho grandão. Atrás deles vieram brincos igualmente grandes: argolas, pingentes... minhas estrelinhas, pedrinhas e bolinhas se perderam no fundo da caixinha.
Depois foram meus all stars e minhas sapatilhas rasteiras, que começaram a se sentir sufocados pelas sandalinhas de salto. Coitadinhos, quase já não saem mais do armário...
Por fim vieram vestidos. Uns 3 ou 4 de uma vez só! Chegaram acompanhados de algumas saias, umas curtinhas e outras maiores. Uma loucura!!!
Os cabelos, agora escuros novamente, estou conseguindo deixar crescer. Me acostumando com maquiagem também. Um dia uso rímel e sombra, no outro uso corretivo e blush. Em breve vou conseguir usar todos eles juntos, mas aí tenho que acordar uma hora mais cedo, pra não me atrasar pro trabalho.
Mas, mulherzinha, mulherzinha mesmo, acho que eu nunca vou ser não... Mulherzinha é meiguinha, fragilzinha, fala mansinho, faz beicinho... E eu? Eu vou à luta, minha filha!!!
sexta-feira, 16 de março de 2007
Uma pessoa encantada
Você é uma pessoa encantada? Eu sou. Mas não é num bom sentido não. Sou encantada pros outros. Na verdade, a minha missão na Terra é "desencantar" as pessoas.
Vou tentar fazer uma contabilização rápida enquanto desenvolvo o assunto...
Tudo começou com o cunhado de uma amiga. O cara tava sozinho, ela e o namorado resolveram fazer as apresentações. Foi ótimo, nos demos super bem, adoramos o encontro, tinha tudo pra dar certo. Até que, alguns dias depois, ele encontrou uma ex-namoradinha dos tempos de escola, num ônibus, voltando do trabalho... e foram felizes para sempre.
Uma vez aconteceu no casamento de um casal de amigos. Um amigo do noivo que tinha tudo a ver comigo e era interessantíssimo por acaso se interessou por mim também. Dançamos juntos a noite inteira, conversamos, nos conhecemos. Trocamos telefones. Nos falamos por algum tempo, até que ele me contou que tinha começado um namoro na véspera do casamento. E foram felizes para sempre.
Tem também o caso de um carinha que eu conheci numa noite. Começamos a sair juntos, ele me achava perfeita, eu com o pé atrás. Depois de muitas juras de amor eterno, resolvi ceder. Um belo dia, ele foi num churrasco na casa de amigos. Estava lá uma ex-namorada, que tinha ido morar na Europa (e esse foi o motivo do término). Rolou um debate entre eles, decidiram por um revival. E foram felizes para sempre.
Agora o caso mais recente. O amigo de uma amiga estava interessado em mim, mas a gente nunca tinha se visto. Ele me achou no Orkut. Resolvi tentar iniciar um diálogo. Nos falamos durante duas semanas, posso dizer que nos conhecemos a fundo. Decidimos nos encontrar. E foi muito legal! O cara era uma gracinha, e parece que tinha gostado também. Nos falamos no dia seguinte, e depois ele virou fumaça. Tentei falar com ele várias vezes, e nada, duas semanas sumido. Hoje ele apareceu, me dizendo que estava envolvido com outra pessoa. Que era uma pessoa do passado, que não tinha dado certo, mas reapareceu na vida dele, e eles resolveram tentar de novo. E eu apostei com ele que dessa vez ia dar certo. Ele ficou de me responder.
Mas o pior de tudo é ter que ouvir no final o mesmo texto: "Vc é uma pessoa maravilhosa, mas infelizmente apareceu na hora errada."
Não vai dar pra contar tudo, nem tentei contabilizar. Mas acho que vou cobrar por esse serviço.
"Quer conhecer a mulher da sua vida? Reencontrar um grande amor? Então fique comigo. Meu beijo desencanta." Mais garantido do que cigana que traz a pessoa amada em 3 dias.
Vou tentar fazer uma contabilização rápida enquanto desenvolvo o assunto...
Tudo começou com o cunhado de uma amiga. O cara tava sozinho, ela e o namorado resolveram fazer as apresentações. Foi ótimo, nos demos super bem, adoramos o encontro, tinha tudo pra dar certo. Até que, alguns dias depois, ele encontrou uma ex-namoradinha dos tempos de escola, num ônibus, voltando do trabalho... e foram felizes para sempre.
Uma vez aconteceu no casamento de um casal de amigos. Um amigo do noivo que tinha tudo a ver comigo e era interessantíssimo por acaso se interessou por mim também. Dançamos juntos a noite inteira, conversamos, nos conhecemos. Trocamos telefones. Nos falamos por algum tempo, até que ele me contou que tinha começado um namoro na véspera do casamento. E foram felizes para sempre.
Tem também o caso de um carinha que eu conheci numa noite. Começamos a sair juntos, ele me achava perfeita, eu com o pé atrás. Depois de muitas juras de amor eterno, resolvi ceder. Um belo dia, ele foi num churrasco na casa de amigos. Estava lá uma ex-namorada, que tinha ido morar na Europa (e esse foi o motivo do término). Rolou um debate entre eles, decidiram por um revival. E foram felizes para sempre.
Agora o caso mais recente. O amigo de uma amiga estava interessado em mim, mas a gente nunca tinha se visto. Ele me achou no Orkut. Resolvi tentar iniciar um diálogo. Nos falamos durante duas semanas, posso dizer que nos conhecemos a fundo. Decidimos nos encontrar. E foi muito legal! O cara era uma gracinha, e parece que tinha gostado também. Nos falamos no dia seguinte, e depois ele virou fumaça. Tentei falar com ele várias vezes, e nada, duas semanas sumido. Hoje ele apareceu, me dizendo que estava envolvido com outra pessoa. Que era uma pessoa do passado, que não tinha dado certo, mas reapareceu na vida dele, e eles resolveram tentar de novo. E eu apostei com ele que dessa vez ia dar certo. Ele ficou de me responder.
Mas o pior de tudo é ter que ouvir no final o mesmo texto: "Vc é uma pessoa maravilhosa, mas infelizmente apareceu na hora errada."
Não vai dar pra contar tudo, nem tentei contabilizar. Mas acho que vou cobrar por esse serviço.
"Quer conhecer a mulher da sua vida? Reencontrar um grande amor? Então fique comigo. Meu beijo desencanta." Mais garantido do que cigana que traz a pessoa amada em 3 dias.
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
Cada uma que aparece...
Tem vezes que a gente faz umas besteiras na vida, né. Pessoas muito legais aparecem num momento ruim e a gente acaba jogando fora, sem chance de retorno.
Uma vez conheci um cara super bacana, divertido, educado... mas foi num momento ruim da vida dele. Ele tava de viagem marcada, e ia ficar longe por um bom tempo. Foi ótimo, e ele foi embora. Apaguei totalmente da memória, e segui minha vida.
Meses depois, recebi um telefonema desse cara. Foi muito surpeendente, porque nem imaginei que ele pudesse me procurar quando voltasse! Mas, enquanto ele estava longe, minha vida seguiu e tomou outros rumos. Como ele era bacana demais, decidi manter o contato. Mas ele não queria só o contato... ele queria retomar de onde havíamos parado. E esse era o momento ruim pra mim. Tinha outros planos em andamento e não queria por tudo a perder. Um dia marcamos um chopp, e foi a pior coisa do mundo! Era outro momento, outra vibração, brigamos o tempo todo, e decidimos ir cada um pro seu lado.
Semana passada, entrei no Orkut de uma amiga em comum pra mandar uma mensagem, e vi a foto dele lá. Deu uma saudade... resolvi mandar uma mensagem, meio que me desculpando pelo ocorrido (embora eu não fosse a única culpada), e fiquei feliz por ele ter respondido. Mas, algumas mensagens depois... do tipo "vamos nos falar", "vamos voltar a ficar na boa", ele começou a se sentir a última bolacha do pacote!!! Dizendo que não tava afim de cobranças, pra eu não criar expectativas, que ele não queria brincar! Ah, vai te catar, meu filho! Quem disse que eu quero alguma coisa com você??? Só queria ser sua amiga, e retomar o contato de cabeça fria, como duas pessoas adultas que somos (ou que eu julguei que fossemos). Vingancinha, a essa altura da vida? E, pior, expor a vingancinha na minha página do Orkut? Sabe, já não faço a menor questão... pode ficar pra lá e eu pra cá. A saudade acabou, e o cara bacana não existe.
Uma vez conheci um cara super bacana, divertido, educado... mas foi num momento ruim da vida dele. Ele tava de viagem marcada, e ia ficar longe por um bom tempo. Foi ótimo, e ele foi embora. Apaguei totalmente da memória, e segui minha vida.
Meses depois, recebi um telefonema desse cara. Foi muito surpeendente, porque nem imaginei que ele pudesse me procurar quando voltasse! Mas, enquanto ele estava longe, minha vida seguiu e tomou outros rumos. Como ele era bacana demais, decidi manter o contato. Mas ele não queria só o contato... ele queria retomar de onde havíamos parado. E esse era o momento ruim pra mim. Tinha outros planos em andamento e não queria por tudo a perder. Um dia marcamos um chopp, e foi a pior coisa do mundo! Era outro momento, outra vibração, brigamos o tempo todo, e decidimos ir cada um pro seu lado.
Semana passada, entrei no Orkut de uma amiga em comum pra mandar uma mensagem, e vi a foto dele lá. Deu uma saudade... resolvi mandar uma mensagem, meio que me desculpando pelo ocorrido (embora eu não fosse a única culpada), e fiquei feliz por ele ter respondido. Mas, algumas mensagens depois... do tipo "vamos nos falar", "vamos voltar a ficar na boa", ele começou a se sentir a última bolacha do pacote!!! Dizendo que não tava afim de cobranças, pra eu não criar expectativas, que ele não queria brincar! Ah, vai te catar, meu filho! Quem disse que eu quero alguma coisa com você??? Só queria ser sua amiga, e retomar o contato de cabeça fria, como duas pessoas adultas que somos (ou que eu julguei que fossemos). Vingancinha, a essa altura da vida? E, pior, expor a vingancinha na minha página do Orkut? Sabe, já não faço a menor questão... pode ficar pra lá e eu pra cá. A saudade acabou, e o cara bacana não existe.
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
O melhor carnaval é aqui. E agora.
Carnaval agora, só no Rio de Janeiro. Nada de engarrafamentos nas estradas, nada de rodoviária/aeroporto lotado. Pouco gasto: passagem e estadia grátis. Ou melhor, passagem, só a de metrô, pra lá e pra cá o dia inteiro. Fila no restaurante nada, comidinha de casa! No máximo um lanche ou petisco na rua. Sobra mais prá cerveja. Nada de colchonete, travesseiro ruim, ventilador ou ar condicionado desregulado. Minha cama, meu travesseiro, meu ar. E não tem essa de "todo mundo vai, tenho que ir também". Se eu não tiver afim, volto pra casa.
Se é pra encontrar um monte de cariocas, fico por aqui mesmo. Tem praia, tem cachoeira, tem tudo o que eu quiser. E o melhor: é um dos poucos carnavais do Brasil onde não toca Axé!!! Porque, gente, Axé é o tipo da coisa que ninguém merece... "Aê, aê, eô, eô" é uó!!! Prefiro o arlequim chorando pelo amor da colombina... a mulata bossa-nova que caiu no hully-gully... o índio quer apito... a cabeleira do Zezé... de volta aos carnavais de marchinhas!!! Nada mais inocente e fofo!!!
E aquela espuma nojenta? Ela polui o meio-ambiente!!! Nesses tempos de aquecimento global, de mega-conscientização, até o spray de espuma anda sumido daqui! Ainda bem, coisa irritante aquilo. De volta o confete e serpentina!!!
Pessoas fantasiadas pelas ruas: fadinhas, oncinhas, palhaços, no mínimo um arquinho com anteninhas coloridas e estrelinhas no rosto. Homens vestidos de mulher (toscos!). Latinha de cerveja na mão. Em pleno centro da cidade do Rio de Janeiro! O carnaval é mágico...
Como dizem, tudo é cíclico. De uns 5 anos pra cá, a cada ano o carnaval de rua do Rio tá melhor. Agora, carnaval aqui não é mais só Desfile, baile gay, gringos e putas. Tem família, tem brincadeira, bom humor. Tem fantasia, confete, serpentina. Tem marchinhas do tempo da vovó. É isso, é a volta do carnaval dos tempos da vovó. Que delícia!!!
Se é pra encontrar um monte de cariocas, fico por aqui mesmo. Tem praia, tem cachoeira, tem tudo o que eu quiser. E o melhor: é um dos poucos carnavais do Brasil onde não toca Axé!!! Porque, gente, Axé é o tipo da coisa que ninguém merece... "Aê, aê, eô, eô" é uó!!! Prefiro o arlequim chorando pelo amor da colombina... a mulata bossa-nova que caiu no hully-gully... o índio quer apito... a cabeleira do Zezé... de volta aos carnavais de marchinhas!!! Nada mais inocente e fofo!!!
E aquela espuma nojenta? Ela polui o meio-ambiente!!! Nesses tempos de aquecimento global, de mega-conscientização, até o spray de espuma anda sumido daqui! Ainda bem, coisa irritante aquilo. De volta o confete e serpentina!!!
Pessoas fantasiadas pelas ruas: fadinhas, oncinhas, palhaços, no mínimo um arquinho com anteninhas coloridas e estrelinhas no rosto. Homens vestidos de mulher (toscos!). Latinha de cerveja na mão. Em pleno centro da cidade do Rio de Janeiro! O carnaval é mágico...
Como dizem, tudo é cíclico. De uns 5 anos pra cá, a cada ano o carnaval de rua do Rio tá melhor. Agora, carnaval aqui não é mais só Desfile, baile gay, gringos e putas. Tem família, tem brincadeira, bom humor. Tem fantasia, confete, serpentina. Tem marchinhas do tempo da vovó. É isso, é a volta do carnaval dos tempos da vovó. Que delícia!!!
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